Sentia falta de algo já há algum tempo. Uma força que costumava me empurrar, incentivar. Um impulso. Impulso esse que esteve lá desde sempre, e sem aviso nenhum abandonou-me.
Senti tanta falta desse impulso. Nada mais parecia ter a graça que costumava ter. Comecei a culpar as pessoas, os lugares, situações.
Quando percebi do que o impulso era feito tudo ficou mais fácil. As cores foram realçadas e os contrastes voltaram a ser chamativos.
De mim. O impulso era feito de mim. Parece fácil falando assim, e como eu gostaria que fosse.
Mas olhe só: se perdi o impulso significa que, em alguma parte do caminho, me perdi também. Isso já não parece tão fácil.
Relaxei, diminuí a importância dada ás coisas que são realmente importantes. Esfriei. Foi preciso que o tempo passasse para que eu percebesse que o que estava me fazendo falta era eu mesma.