novembro 09, 2010

E a gente vai por aí, se completando assim meio torto mesmo. E Deus escrevendo certo pelas nossas linhas que se não fossem tão tortas, não teriam se cruzado.
(Tati Bernardi)

novembro 08, 2010

Todo amor é burro

"Gostar de alguém é pior do que jogar na mega-sena. As apostas são altas e as chances de você encontrar um "felizes para sempre" são, de longe, bem mais difíceis que a de ganhar alguns milhões de reais. Se dinheiro trouxesse amor verdadeiro eu jogava na mega-sena religiosamente, sem falta. Infelizmente, ainda nos resta apenas apostar na reciprocidade.

Pense. Com 6,6 bilhões de pessoas mundo afora, quem encontrar um amor de verdade de certo nasceu com o bumbum virado pra lua. Não só encontrar, mas encontrar na hora certa, com o humor certo, o status no Orkut certo e os planetas alinhados. Complicadíssimo. Não conheço ninguém que precisou mudar status no Orkut pra ganhar 1 milhão na mega-sena, ninguém!

Costumo dizer que mega-sena é um jogo para os que são ruins de matemática e, portanto, nunca pararam para pensar o quão pequenas são as chances reais de levar a bolada. Se assim for, todo amor também é burro. A gente acorda, conhece um monte de gente e se doa por completo - às vezes se doa pela metade -, passamos por momentos felizes, passamos por momentos tristes; chegamos a acreditar em príncipes encantados, depois queremos voltar para o pântano, ficar pra titia ou virar freira, porque dá muito trabalho esse negócio de amar intensamente e sem se machucar ao mesmo tempo. Ainda assim, contra todas as estatísticas e matemáticas, nos levantamos no dia seguinte e damos a cara a tapa pelo próximo que nos fizer achar que vai valer a pena. Jogamos de novo, apostamos ainda mais alto. Se apostar na mega-sena faz bem ao coração, quem dirá apostar nas paixões, não é mesmo?

Dizem que quem não tem sorte no jogo, tem sorte no amor. Como rica não sou, continuo apostando no outro prêmio.

Jogo todos os dias. Tem me feito muito bem ser ruim em matemática."

(TPM Fellings)

novembro 06, 2010

Escrevendo

Não é que me falte vontade de escrever. E pensando bem, nada tem me feito aquela falta e talvez seja por isso que eu não escreva.
Também não tenho do que reclamar ou minhas reclamações não valem a pena, o que não faz tanta diferença pois continuo sem razão pra escrever.
Mantenho meus pés no chão e creio que nada seja perfeito, também já não me iludo quanto antigamente.
Não sou a pessoa mais apaixonada do mundo e quase já cheguei a conclusão de que talvez eu nem seja mais capaz que redigir um texto romântico que me satisfaça ou que mereça ser chamado de romântico, talvez nunca tenha sido, mas isso também não faz muita falta.

Mas então só pro registro, que seja, me sinto muito bem!

outubro 20, 2010

Até quando?

"Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e, se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?"
Caio Fernando de Abreu

outubro 19, 2010

Vai passar.

" Olhe, não fique assim não.. vai passar. Eu sei que dói. É horrível. Eu sei que parece que você não vai agüentar, mas agüenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar. (Fernando Pessoa escreveu, num momento parecido, "hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu").
Dor é assim mesmo: arde, depois passa. Que bom. Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. Que pena. A gente acha que não vai agüentar, mas agüenta as dores da vida. Pense assim: agora tá insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou. Agora já é dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que duas linhas atrás.
Você acha que não porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já tá lá longe.
A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, essa sensação de que pegaram sua traquéia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo - é difícil de acreditar, eu sei - vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou.
Agora não dá mesmo pra ser feliz. É impossível. Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre? Isso é bobagem. Como cantou Vinícius: "É melhor viver do que ser feliz". Porque pra viver de verdade, a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, eu sei como dói. Mas passa.
Tá vendo a felicidade ali na frente? Não, você não tá vendo, porque tem uma montanha de dor na frente. Continue andando. Você vai subir, vai sentir frio lá em cima, cansaço. Vai querer desistir, mas não vai desistir, porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o unico jeito de deixá-la pra trás é continuar andando.
Você vai ser feliz.
Tá vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto de agulha?
Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que tô falando a verdade.
Eu não minto.
Vai passar."
Antonio Prata

outubro 17, 2010

Good night, sweetheart. Hope that you dream with me.

Não sem quão compreensível será o que vou escrever.
E, me ocorre também, não sei o quão compreensível posso ser.

Essa mania de botar palavras em todo processo mental e sempre achar que as coisas são mais do que acho, me come um pedaço da felicidade.

Dizem que a felicidade nunca é plena, e o que existe, são momentos felizes.
Então quem vai me avisar quando os tais momentos chegarem? Eu os procuro, demais. E deve ser por isso quem quase nunca acho.

Estou sempre atenta quando não preciso. Esses detalhes banais, algumas vezes, são tudo que noto.

Vou me concentrar menos.
Decidir o que é vida séria e o que é sonho.
Vida séria vivo de olhos abertos. E Sonhos apenas sinto de olhos fechados.

E, aproveitando a oportunidade - e com um certo medo de parecer ridícula - te desafio a me desconcentrar. Por que, afinal, creio que isso seja meio sonho.

04:14 / 05:14

Chegar em casa com o sol quase nascendo - creio que está quase nascendo - e sem vontade alguma de dormir. Não que isso seja um problema.
Me sinto bem. Muito bem.
E há muito tempo que não me sentia assim.

Não sei se são meus hormônios ou se é você, mas algo está combinando muito bem comigo agora.

Não sou boa com declarações de amor (em fazer ou receber) - e não acho que haja alguém que saiba fazer isso "direito"- nem você.
Penso que o que sinto nesse momento seja uma declaração de amor à mim mesma.
E é muito bela.

Embora ainda tenha muito o que escrever, o sono finalmente - ou seria infelizmente? - me bate.

Espero ter tempo para continuar com isso.
Também comigo. E quem sabe com nós.

outubro 11, 2010

"E consegue tudo de mim. Consegue até o que ninguém nunca conseguiu: me deixar leve."
Tati Bernanardi

setembro 29, 2010

Edificando



É estranho quando algo que deveria durar pra sempre termina. É estranho não o ver mais todos os dias e é estranho não receber mais ligações sempre antes de dormir.
Mas estranho mesmo é o ver, mesmo depois de 4 ou 5 meses. Estranho é perceber como ele parece exatamente o mesmo, só que completamente diferente.
Ele se tornou aquele cara que as feições e os jeitos, você conhece decor. Mas agora é tão distante. Aquele rosto que costumava acordar do seu lado todo fim de semana, agora é frio, e te encara com reprovação ou até mesmo desprezo. Aquelas mãos que costumavam ser, de vez enquando, parte de você, nem acenam mais. Aqueles olhos que já foram tão admirados e você descobriu todas as suas cores, não te olham mais. Você jurava que tinha se tornado uma pessoa diferente, mas era só você, e o efeito que você causava. Agora que está sozinho voltou a ser frio, superficial e fútil. Características, essas, que você lutou tanto pra manter distante daquele que havia se tornado a luz do seu ser. Mas não. Não é mais aquele.
O cara das suas lembranças morreu. E agora naquele corpo que você tanto adorou, abraçou e beijou, mora um estranho. Aquela alma que você jurou amar, já não se importa com o que é amor. E você ainda se preocupa, ainda imagina se ele já está descansando, se já chegou em casa... "Meu Deus, o que pode acontecer?" Por que você não mudou. Você ainda ama e se importa, pensa, se preocupa. E se revolta, ao ver tanto amor sendo ignorado e substituído por coisas pequenas, pequenas bebidas, pequenas drogas, garotas pequenas.

E é quando isso dá lugar para o seu amor próprio crescer. E ele cresce!
Você se ama, se cuida, se diverte e faz amigos. Faz amigos!
O amor próprio continua a crescer, e ele é forte, forte e grande. Cada vez maior, e te faz enxergar que você pode ser sempre melhor, ser sempre mais, ter sempre mais. Mas é preciso ter cuidado. Junto com o crescimento desenfreado do amor próprio vem o orgulho, que sempre traz consigo um pouco de egoísmo. E é essa (e apenas essa) parte de você que precisa ser controlada. Isso é aprendido, superado, e agora você continua aprendendo coisas e superando desafios. Com o tempo a ferida vai se curando e cada vez mais parece que você ainda tem um coração inteiro.

O coração é involuntário, você sabe. Só quer sorrir e se esquece que sempre pode ser quebrado uma vez mais.
Mas agora está tudo bem, estando inteiro a previsão é se quebrar. Não apenas se quebrar. Antes de se quebrar vêm muitos sorrisos, beijos, carinhos, e noites quase inteiras de conversa.
E ele se vê evoluindo, achando alguém melhor. É tão gratificante ter alguém que supera quase todas as expectativas que você pensava existir.
Alguém que além de te olhar, te vê. Com carinho e admiração, te olha querendo te conhecer. Alguém que além de te abraçar, te aquece, te beija. E te faz crer que, com o tempo, tudo cresce, tudo evolui. Alguém que tem um sorriso lindo (te faz crer que seja o sorriso mais belo que já existiu). E a mesma boca que te beija e te encanta com um sorriso incrível, diz que gosta muito de ti. Não tem medo de parecer inseguro e pede que possa confiar em você. Não precisa esconder insegurança nenhuma pois, apesar de que toda resposta que consegue dar é "Também gosto muito de ti!", ainda sabe de sua beleza, e todo amor que pode ter por dentro.
E, por fim, você também é insegura e teme que isso também passe com o tempo e te decepcione ainda mais...
Tudo bem, ainda tenho meu coração inteiro e pulsante por novos sorriso, e os seus, o fazem tão feliz!

"O meu vazio já foi preenchido, e transborda."

setembro 23, 2010

Keep going, heart.

Não vai voltar.

Compreendo que somos todos esburacados, que sentem necessidade de se completar. E mesmo assim, do modo que vejo, nada nos completa de verdade. São vastos os buracos, e seriam necessárias coisas demais pra completar isso tudo.
Mas deixando os enfeites de lado, cansei de idiotas. Vazios e sem sentido. Pessoas que são simplesmente levadas pela corrente já não me satisfazem.
Procurei alguém preencher meus buracos, mas são profundos demais. E então descobri que eu sou o único alguém que pode me preencher.
O que você faz aqui? Ora, meu bem, você é a beleza disso tudo!

Não, não vai voltar. A vida é bela e muito mais feliz quando se olha pra frente!

setembro 22, 2010

“E eu corro no espelho de novo e repito cem vezes que não gosto de você. Não gosto de você. Não gosto de você. Porque se eu gostar de você, eu sei que você vai embora. E eu simplesmente não agüento mais ninguém indo embora. Porque nessa vida maluca só se dá bem quem ignora completamente a brevidade da vida e brinca de não estar nem aí para o amor. E eu preciso me dar bem e por isso ignoro minha urgência pelo amor. Porque, se você sentir urgência em mim, vai é correr urgente daqui. Chega.”
Tati Bernardi
Quando estou sozinha tenho a impressão de estar me iludindo, mas não deixa de ser bonito. Pois quando não estou, não parece ilusão e ainda sim é surpreendentemente belo.

setembro 02, 2010

"Porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco palavras em todo meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir..."

Caio Fernando de Abreu

setembro 01, 2010



Nada pode ser mais triste que isso. Um sonho quebrado, espatifado no chão. Vermelho sangue. E você tenta olhar pra ele sem dor e pensar que vai ficar bem, mas ele está lá em todos os seus sonos, suas tarefas diárias, no ônibus, nos livros, na comida, na água do chuveiro, está lá… caindo sobre você, encostando em você, cutucando você, espreitando entre seus pensamentos, entre o seu trabalho. Não dá pra fugir. Ele está lá, espatifado na poça de sangue vermelho escarlate. Opaco. E então vêem as lágrimas, e o mais difícil é quando veêm e você não pode chorar, pois está em algum lugar público. Um ônibus, o trabalho a faculdade e os amigos. O mais difícil é enfrentar os amigos. Sorrir, quando os músculos do seu rosto não te obedecem e você pensa que a dor no estômago (no peito, nas pernas, nas costas, no couro cabeludo) vai te engolfar e você vai se dobrar pra frente, segurando-se na parede, vendo o chão ficar mais perto, depois escuro e depois silêncio. Difícil segurar lágrimas que insistem em ficar nadando nos seus olhos, prestes a cair, rolar pelo rosto. Inútil olhar pra cima, piscar de leve pra não forçar a descida, pensar em algo bom. Não pode haver nada de bom quando ele está lá, espatifado, puro sangue. Quando você se vê levemente sozinha e a dor parece ainda maior, uma lágrima insistente escorre e você não quer enxugar. Sabe que o movimento de levar a mão ao rosto e secar aquela lágrima, vai trazer muitas outras. Tenta desesperadamente apertar o passo, chegar em casa, subir o elevador (que magicamente está muito mais lento). Tenta abrir a porta sem tremer, querendo desesperadamente entrar, e a chave nunca pode deixar de cair nesse momento. Ela tem que se espatifar fazendo barulho e algum vizinho tem que abrir a porta nesse momento, carregando um saco de lixo pra levar até a lixeira e te flagrar no ápice da dor, sorrindo e fingindo não ver. E você também sorri (ou tenta) e na voz mais abafada que já se ouviu falar, diz oi, engasga nas próprias palavras como dentes quebrados e a gengiva dolorida dá vontade ainda maior de entrar, fugir, ficar sozinha. Pega a chave desesperadamente e entra emfim. Engraçado como se espera tanto estar sozinho e de repente a vontade é de voltar lá fora, por que é tão assustador estar sozinho. E as lágrimas cessaram, nem uma vontade de chorar, só vazio e dor enrigecida. Respirar é difícil. Você se força a andar, ir até algum lugar deixar a bolsa, os pesos. E quando faz o primeiro gesto natural (e rotineiro) parece que o resto fica tão fácil. Suas pernas andam até o quarto, seus braços e mãos tiram a roupa, você se guia até o banheiro, tão natural, tão bem. E o banho é quente, demorado, tranquilo. E você se veste e é nesse momento que tudo volta. Dor, lágrimas, asfixia, morte. Seus membros parecem enrigecer-se tanto que você precisa sentar, deitar, fazer algo. A parede mais perto parece tão convidativa e você se encosta, sentando aos poucos. Ah, o desespero. O desespero, o momento da explosão, o choro convulsivo. Aquele choro que parece vir de dentro da sua alma, de algum lugar que está tão longe de você mesma, algum lugar profundo, dolorido, e vem subindo, fisgando, doendo, ardendo até você soluçar, dobrar-se, sentir os músculos doloridos, os olhos explodindo um rio de lágrimas, até você pensar que vai desidratar e morrer. A dor, impiedosa de desejar uma abraço. Quente, macio, tranquilizador. A dor de precisar das palavras de alguém. A dor terrível de precisar ouvir um “shhhh, vai ficar tudo bem”. Essa voz nunca chega, as palavras nunca te alcançam, os braços jamais circulam seu corpo. E humanamente normal, você se recupera. A respiração volta ao normal, você para de tossir e chorar ao mesmo tempo, e só resta a pior dor de todas, aquela dor vaga. Vazia, fria, congelada. Seu corpo parece oco e sem órgãos, e por minutos sem fim você fica olhando o nada, sua boca seca sem que você a molhe com a ponta da lingua, o rosto inchado fica imóvel e vai perdendo a cor aos poucos. É de se pensar que não suportará mais nada. Mas o ciclo da vida é cruel e você se vê levantando e andando até a cama. Dormindo pesadamente, acordando de manhã pra trabalhar, tropeçando no sonho espatifado, as vezes escorregando no sangue, tendo vontade de chorar de novo e se refazendo. E assim, a vida continua (…)

agosto 30, 2010

It's hard to be sad



Já tive a impressão de que a maioria dos escritores são infelizes. Até mesmo eu, ao me ler, me vejo triste.

A explicação pra isso é simples: Ficar triste dá mais trabalho.
Geralmente não é preciso 'desabafar' alegria. Alguns sorrisos expressam o que tem dentro da gente e isso não incomoda.
Já quando nos machucamos, a dor ocupa mais espaço, é mais difícil de lidar. E na maioria das vezes chorar não é o bastante pra se livrar dela. Nós escrevemos livros, fazemos músicas, conversamos, tentamos entender algo tão abstrato, aquilo que foi feito só pra sentir...

Até que o sorriso tomar conta nosso coração e do nosso rosto. De novo e de novo...

agosto 26, 2010

Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa.



Tati Bernardi
"Eu tento, juro que tento. Mas a droga do romance não me deixa em paz. É uma praga."

Tati Bernardi

Nothing worth it.

Você não vale um poema, um verso, a rima incompleta, uma letra para a melodia que se repete no silêncio. Não vale. Você não vale a madrugada desperdiçada, o amanhecer no sofá, a febre, o vômito, o grito, uma fotografia rasgada, um caderno queimado, os cabides quebrados. Não vale. Você não vale o corte riscando o pulso, um punhado de remédios, os CDs tristes, um solo de violão, a mão por horas sobre o telefone, a espera, um carro no poste, um soco na parede, o vaso jogado no chão, você não vale. Não vale um espelho trincado, o copo atirado, o lamento atravessando a cidade, o palavrão. Não. Você não vale o tempo esquecido, a teimosia da busca. Mas eu lhe procuro. Ainda. Eu escrevo versos, faço poemas. Eu amanheço na febre, acelero contra a parede, ouço discos arranhados, engulo comprimidos em punhados. Você não sabe, não imagina. Mas eu não aprendi.

agosto 25, 2010

Amor de ponto de ônibus

Aí você sai de casa às 7h da manhã para ir ao trabalho, num clima que não se decide se chove ou faz sol, mas que de um jeito ou de outro vai lhe incomodar. Pudera. São 7h da manhã. Claro, se você acorda às 6h, pra sair às 7h e chegar no trabalho às 9h, é porque você não tem carro. Logo, ainda lhe resta encarar um cheio, sujo e chacoalhante ônibus.

A mochila, que normalmente tem no máximo uns 2 quilos, parece pesar um saco de batatas e seu All Stars novinho incomoda mais do que se você estivesse descalço no aslfato. Pais levando seus filhos mal-criados para a escola buzinam loucamente, de modo que nem headphones tocando Mastodon no máximo vão lhe livrar da barulheira.

São 7h da manhã, e nem o cheiro de pão quentinho na padaria e os R$ 10 que você achou no chão vão lhe animar. Tem mil e quinhentas pessoas no ponto de ônibus, e isso não ajuda nem um pouco a melhorar o seu humor. Aliás, até chegar às 18h da sexta-feira, NADA vai melhorar o seu humor.

Ou quase nada.

Mochila verde escura cheia de bottons, cabelos curtos e cacheados, All Stars branquinhos iguais aos seus, olhos castanhos claros, blusa azul escura minuciosamente amassada e exatos 1,65m de altura que só Deus sabe como você mediu. Ela está lá, ouvindo alguma música bem pop no iPod, por mais poser que o short jeans cinza escuro a faça parecer.

Paradinha, quase completamente desligada do resto do mundo, cantarolando Lady Gaga bem baixinho, só mexendo os lábios. Ou poderia ser Primal Scream, ou Dead Weather, ou Pato Fu, ou qualquer outra banda que coincidentemente você também adora, ou um podcast bem retardado que você achou que só malucos como você acompanhavam, ou entMEU DEUS DO CÉU LÁ VEM O ÔNIBUS E AGORA? Como você vai saber se ela tem cheiro de perfume Carolina Herrera?

Sorte sua que Joseph Climber é um sábio, e a vida é uma caixinha de surpresas. Por intervenção divina ela entra no mesmo ônibus que você, para bem na sua frente na hora de pagar a passagem, fica em pé costa a costa com você enquanto não tem lugar vago e senta bem do seu lado quando os dois carinhas que estavam medindo seus bíceps em voz alta resolvem descer.

Aí você descobre que ela usa SIM perfume Carolina Herrera, e que lê revista da Turma da Mônica, e que faz faculdade de jornalismo na mesma faculdade que você fez, e que ela tem vergonha de olhar as pessoas nos olhos e que ela é exatamente do jeitinho que você imaginou que o grande amor da sua vida deveria ser.

E você fica imaginando cada programa esdrúxulo que vocês fariam no fim-de-semana, e cada complicação na hora de escolher que filme vocês vão baixar porque cinema tá caro, e cada vez que ela ia tropeçar nos próprios pés e rir de si mesma, e cada jantar num bistrô exótico em que ela achasse normal pagar R$ 80 num sorvete, e cada noite acordado junto com ela ajudando-a a fazer aquela série de reportagens chatas sobre ONGs para aquela professora megera…

Você a olha discretamente, reparando em cada mínimo detalhe, percebe (ou acha que percebe) que ela também lhe dá uma espiada marota, disfarça, tenta ser displicente, quase com se o simples fato de ela estar ali do seu lado no ônibus seja um encontro, um flerte. Cogita que ela possa descer no mesmo ponto que você, para que de repente vocês troquem duas ou três palavras despretensiosas e você consiga majestosamente descobrir o nome dela.

Especula até que, por uma conjunção dos astros, ela possa estar indo para o mesmo lugar que você, com algum interesse completamente inesperado que futuramente vai ser motivo de risadas entre vocês num domingo chuvoso em que a única coisa a fazer será ficar debaixo do edredon assistindo aquela série que ambos estão atrasados. Ou dormindo. Ou comendo porcaria. Ou brigando. Ou fazendo as pazes.

A sua fantasia o leva até a pensar que “Deus do céu, parece coisa de filme”, o leva a ter esperanças de um final feliz, o leva a pensar que essa história de destino é verdade e que por uma grande ironia do universo ou de um gerador de improbabilidade infinita você estava no lugar certo, na hora certa e com a motivação certa. “Minha hora chegou!”

Aí ela desce do ônibus.

agosto 21, 2010

Drunk Hapiness

Dentro de cada copo, se encontram vários tipos de desejos e lamentações, cabe ao indivíduo escolher o que vai ser.
As pessoas na maior parte das vezes em que bebem, não é porque gostam, e sim porque querem se esconder, se confundir, esquecer de coisas que vivem ali enquanto conscientes, agulhando-as; então pensam que depois de umas viradas de copo, já estão prontas para serem mais felizes, ter coragem de fazer o que não se faz de jeito nenhum enquanto sóbrio, e até mesmo cogitar a idéia tola de enlouquecer permanentemente.
Quanto mais forte a bebida, maiores são as esperanças depositadas nela, que mesmo sabendo que não duram muito, se satisfazem com somente algumas horas…
A pior parte vem depois, o dia seguinte, em que se vêem em si novamente e percebem que ou fizeram algo que não era para ser feito, e se arrependem de ter feito aquilo em momento indevido, mas mesmo assim continuam bebendo, continuam acreditando nessas doces ilusões que se tornam quase sempre em amargas realidades.
Então se é para esquecer nem que seja por um momento, por favor, me ve mais um daqueles sonhos engarrafados, ou uma consolação líquida e pode vir também com alegria pós ingerida e que seja sem arrependimento.

agosto 16, 2010

Agora vou contar essa história: (...)

Porque afinal, já estava demorando pra eu começar a fantasiar e colorir as coisas.
Não me contento em ser apenas narradora desses contos de fadas, o papel que seria tão fácil!
Mas acho que não é pra mim. Sempre me enfio no meio da história, fazendo de tudo pra se encaixar na protagonista e concordar com a trilha sonora.
Mas sou feliz assim, a partir do momento em que me encaixo no meu papel de narrador personagem, e começo a ver que isso é realmente pra mim.
E ao me acostumar com a idéia, acabo achando a beleza dela. E assim as coisas seguem...
I just want some one to say to me, oh oh oh oh...
"I'll always be there when you wake!"
Blind Melon - No Rain

agosto 15, 2010

Actually, it never ends.

Well, I really think that I could fall in love again.
I'm just afraid of doing it wrong... I mean, like ever!


"Descobri que na frente dele não consigo dizer muita coisa. Mas sorrio o tempo todo, e só faço isso porque tenho vontade, porque ele me instiga a sorrir, porque ele me olha… e me olha parecendo querer me descobrir… "

agosto 11, 2010

Just a letter (...)

Dear You,
I miss you. I miss how you cared for me,
how you always make my day, how you used to
cheer me up, and how you make me feel that you love me.

I miss everything that you used to be
WHAT HAPPENED?
Love, Me.

agosto 10, 2010

it sucks!

Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não consegurás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dele(...)
- Caio Fernando de Abreu
Sem dedicatórias, apenas o que eu penso.


Mesmice, é monótono, todos iguais!
É triste, mas quando se está apaixonada, toda e qualquer coisa tem graça. Já quando se acorda, quando algo te obriga a acordar... "Nossa, onde me enfiei?"

Reed my mind!


Em meio aos berros da minha professora de redação me pego pensando: Qual seria o sentido da minha escrita? Escrevo para desabafar, para me explicar, e as vezes só pra tornar real. Já pensei estar me expondo demais, ao tentar me decifrar em palavras, entrego muito de mim. E talvez seja essa a beleza em colocar a alma na escrita. Descrever meus pensamentos, até os mais profundos e secretos, aqueles que tem dono e os que são só por mim.
Escrevo, descrevo, me explico demais e me entrego.
E você, ao me ler me tem e me sabe. Deixando um pouco de lado minha complexidade e frescura, sendo direta: Ao me ler, tens a parte mais fácil de mim, aquela que sei transpor, aquela que já tento entender.

agosto 05, 2010

I miss him


I know, I shouldn’t. I know, really, that it’s not him I miss, it’s the idea of him. It’s the idea of having a guy to spoon with at night, a guy to go to the movies, a guy who I want to share my day with, a guy who I want to know everything about. I know its not him. But it’s him. I miss the way he laughs. I miss the flerty e-mails. I miss knowing how he’s doing…
I just miss him…

julho 28, 2010

It just hurt to much to keep

Já havia prometido pra mim mesma. Mas quando se trata de sentimentos sou burra, burra!
É só parar de doer um pouco pra eu me sentir a vontade pra me jogar no mesmo buraco.
Amor? Não se pode chamar assim. Definiria como uma "paixão regada de ciúmes do passado". Essas coisas não me fazem bem, você não me faz bem.
Mas agora, fazer doer tudo denovo, já é o bastante pra repetir o "nunca mais".
Espero que seja realmente nunca mais.

julho 27, 2010

Too much to think



Não faço nada. E esse tempo ocioso me faz pensar demais nas coisas, como deveriam ser e o porque de não estar certo. Me faz pensar também que talvez sejam esses pensamentos que me impedem de me ocupar.
Não sei se precisamos sempre que alguém nos dê conselhos para sabermos o melhor a fazer, mas uma lição tirei de mim, não precisamos consertar tudo agora.

Ler um livro, estudar, ouvir música e escrever. Não preciso me vingar de nada, por mais que as vezes encomode.

Dar conselhos a si mesmo pode nos fazer sentir inseguros. Mas acredite, a pessoa que sabe melhor o que está acontecendo, é você mesmo.

julho 20, 2010

No one would listen to it, cause no one else cares.

Cansada. Confusa. Indiferente.
Frustrada comigo.
Odeio não saber, odeio não sentir.
Procuro no fundo das lembranças todos aqueles antigos sentimentos
Amor, alegria, tristeza, ansiedade, paixão...
Mas só fico aqui parada, sem dizer nada, sem sentir nada.

julho 19, 2010

Give a whisper, and give me a sigh.

Gaste toda sua vontade comigo. Tente se manter por perto, pois vou te afastar.
Você nunca será bom o suficiente Enfim, seus defeitos me sufocam.
Sei que ainda vou pedir por você. Mas, por várias vezes em que meus desejos não foram atendidos, perdi o medo do não. Tanto porque, quem o grita agora sou eu.

julho 17, 2010

Nostalgia

Você volta em uma melodia, soa suavemente em minha mente e me domina.
Até que eu me lembre de todos os mínimos versos e detalhes.
Me assombra, me sequestra, me corrompe.
Você sabe que me sinto culpada.
Porque teve de acontecer?
Chegue mais perto, onde se escondeu?
eu já não consigo te tocar.
Diga-me.
Diga-me logo.
Quebre este silêncio,
feche os teus olhos,
abra o meu coração.
Eu já mudei tantas vezes, e você não me contradisse.
Porque? isso não era para se tornar antigo.
Meu codinome era talvez, mas acredite.
Você era uma certeza.

Leve daqui!

E se eu pedisse pra você sumir?
Sumir com todos seus beijos e carinhos, todos os seus sorrisos, sumir com todas as palavras bonitas que mexem comigo, com toda essa atenção e preocupação. E se eu pedisse pra você sumir com todo esse amor?
Mas sumiria também todo o meu medo? Sumiria a dor da insegurança? A culpa por ter tentado ser feliz sozinha, o medo de falar demais, pensar demais, ser de mais? Sumiria também a saudade?

Então, se sumir a dor e a insegurança, pode sumir!
Mas se não, deixe aqui meu coração. Leve contigo só a saudade, pouco a pouco, um poco a cada dia.

julho 13, 2010

Não desisto de tentar

"Eu preciso de um abraço seu"

- Agora eu não posso, mas lembra das coisas...
lembra de hoje, lembra de quando você estava deitado no meu colo...
lembra de sábado passado
mas lembra bem, lembra de tudo
lembra que eu te amo.

Mas não nos deixe apenas com as lembranças,
pois não depende só de mim.

Lonelyness

Eu sei que as pessoas são todas esburacadas, mas o que move o mundo é a busca pelo revertério. Elas vão se preenchendo de música, de festa, de comida, de academia, de gente, porque têm fé no que chamam de amor. Nem que seja o amor próprio. Algo que faça brilhar os olhos, que esconda a realidade fria por alguns segundos ou mais. E o que atrai os outros, inconscientemente, é exatamente isso: essas pessoas parecem tão repletas que despertam fascinação e vontade de estar perto. Mesmo que não sejam repletas de verdade, mesmo que também procurem isso no mundo.
- Verônica H.

De onde vem a calma?

Me sentia desconfotável quando olhava pra ela, ela parecia estar de bem com tudo, e a ela pareciam apenas tropeços as armadilhas que me derrubaram. Não sei de onde tira essa serinadade, mas o mais intrigante era sua alegria. "Sempre me perguntam se estou bêbada, mas não preciso disso, sou naturalmente alegre". Perdoem as palavras, mas vai se foder! Não tem como você estar emocionalmente igual quando você nasceu, já aconteceram tantas coisas...
Aí me passou pela cabeça, que tudo é uma questão de aceitar as escolhas que fazemos. Mas creio que na maioria das vezes é bem díficil fazer a escolha certa. E aceitar a errada, sabendo que é tudo culpa minha? Perdão, mas sou orgulhosa demais pra deixar isso acontecer.
Mesmo sendo incrivelmente entediante, deixo as coisas acontecerem sozinhas, assim o risco de acabar com tudo cedo demais é menor.

"O medo sempre foi sentir falta, mas mudar de direção é preciso."

julho 01, 2010

“Amar apenas por cansaço de estar só é trair a si mesmo.”



É o meu medo? Pode ser que sim.
Mas é apenas um medo e não um motivo pelo qual deixaria de tentar.

Sinto falta de compartilhar sensações, trocar idéias, principalmente. E já vem de algum tempo atrás, não sei como era sem isso, acho que era essa a peça fundamental que faltava lá. É, pode ser.

Não vou te poupar de me conhecer, por dentro, por fora, cada lado bom e ruim. Afinal, você parece tão perto, não se livra de me entender.
Quero dizer, estou aqui, também!

junho 29, 2010

"Primeira coisa: mulheres fingem. E bem. Sua prepotência é que não deixa ver. Você comprou Playboys de mais, teve amigos homens de mais, assistiu filmes de sacanagem de mais, rapaz. Teve amigas mulheres de menos, leu Martha Medeiros e Jorge Amado de menos, assistiu poucos filmes de Almodóvar."

junho 28, 2010

Creio que com o tempo, fui criando um certo bloqueio quando se trata de falar sobre o amor...
Pode-se dizer até, que perdi o caminho

junho 17, 2010

Doing it all again!

Hora de virar a página. Abrir o sorriso mais bonito, recompor o coração e ensiná-lo a bater novamente. Mágoas, rancores e decepções são deixados de lado na medida em que percebemos que o mundo não pára pra esperar a gente acordar e decidir viver.

And the worst part is: before it gets any better, we're headed for a cliff

What a shame!

Desaprendi a viver sozinha, os calos do meu coração já haviam cicatrizado. Me sinto em carne viva agora, todos os sentidos tocam minha ferida aberta!

Passar a dor embreagada, tirando esperanças de um copo vazio... Me parece um tanto melancólico. E esse é um tanto que não se encaixa em mim, bloqueia meus objetivos, e tampa minha visão do que sonharei.
Digo, com um aperto na garganta, que agora não sonho. Nas verdade, continuo tropeçando em minhas palavras! Mas me sinto bem, sentia falta delas, sentia falta de mim mesma...

Isso tudo é muito grande, são muitos os pontos de vista, o que torna praticamente impossível estar de acordo com as idéias de todos. Ficaria feliz em agradar apenas aqueles que trazem o sorriso do meu coração à minha boca, os que fazem o sol brilhar quente e realmente se importam.
Já duvidei da existencia, desse tal sentimento, já passou pela minha cabeça que tudo com o que se pode contar é sua família... Esse pensamento precende, porém, acredito que o amor e consideração passam um pouco disso, embora não muito...

maio 17, 2010

Old words, wish I had forget it

Ela nunca viu problema em não falar com as pessoas, e adorava ignorá-las. O descaso não ardia, mas sim a certeza que tinham em estarem certos. Ela sabia disso, havia incerteza apenas sobre quando e como cessaria aquela guerra fria.

Seria realmente bom se vocês viessem se retratar logo. Antes que eu exploda. Assim seria pior. Ah sim, bem pior!

Não que fosse capaz, nem que tivesse vontade de vê-los sangrar. Mas sabia que se essa frescura durasse um pouquinho mais que o suportável iria, realmente, ferí-los. Da maneira que tinha mais prática, a que preferia. Portanto, fazia muito melhor.

maio 12, 2010

You will always shine brighter than everyone!

Creio que com o tempo, fui criando um certo bloqueio quando se trata de falar sobre amor... Pode-se até, dizer que o perdi no caminho.

Não quero, de modo algum, deixar minha alma se perder nesse emaranhado de problemas que não são realmente meus, nesse mundo frio, sem carinho, compaixão, um resto de humanidade sequer...

"I'm really believing that you're all what keep me alive and warm"

Não posso esconder. Eu sinto falta sim, de toda a confiança cega que mantinha quando e tratava de você, de nós... Mas ainda não te perdi de vista, ainda te mantenho comigo, dentro de mim.

Só lamento te sentir tão longe do que constumava me tirar o fôlego... Ah baby, você costumava ser o fim que justificava os meios. Mas agora, te perco nos meus meios. E sinto sua falta!

Just a little part..

Eu ainda não entendi como tudo isso funciona. Queria apenas achar um meio de pausar, ou sei lá, desacelerar a coisa toda.

Penso que tudo está bem. Mas isso é quando não vejo mais o problema, no entanto, creio que fechar os olhos sempre não seja a solução certa. Ou seria?

Porque eu não estava a procura de um calmante, ou uma anestesia pra situação. Estava, na verdade, ansiando a cura... Existiria, ao menos, alguma cura?

Tenho fugido

Tenho fugido de papel e caneta. Escrever torna tudo real.
Fico fugindo dos fatos, do futuro, dessas afirmações que são lógicas, mas
injustas. A morte é muito injusta. As pessoas saindo de nossas vidas sem
possibilidade de lutar contra, é injusto. Eu não escrevo há mais de um mês e
esse não é um bloqueio comum de criatividade. Tem dores que não devem ser
verbalizadas. Tem dias que não devem ser escritos.

maio 02, 2010

(...)

Ora quero que o tempo pare, ora quero que corra rápido. Até o fim disso tudo.

Gostaria de entener o que os meus pensamentos dizem. Mas não consigo os ouvir bem, é muito barulho... E não, não irei abaixar a música. Sempre me escondo nela, ao fingir que não escuto. Aliás, é urgente a necessidade de parar de fingir, mas ser verdadeira se torna quase impossível diante disso.

Tenho que parecer forte. Porque na realidade, teria que ser forte. Mas na prática isso exige muito mais. Então...

abril 26, 2010

There's always hope


Mas uma vez tomada pela esperança e cega de amor, me coloco no caminho e me forço a me esforçar.

A gente aprende a dar o valor certo a cada coisa e a cada um... Por exemplo, sou obrigada a admitir que vocês cresceram mais, eu relaxei, descuidei.


O amor não diminuiu, eu só deixei que ele se escondesse.

Mas tudo bem, ele já tá aqui do meu lado denovo. E é imenso, por vocês, por mim, por nós, sempre juntos!

abril 25, 2010

The ending feeling

Não aguento mais isso.
E a vontade de nada tá se tornando insúportavel. Cada vez mais vejo que não me encaixo aqui, sem porque, penso ás vezes que pode ser frescura, mas não, não rola nada.
Não, não to feliz, to desconfortável.

abril 18, 2010

Till forever


Realmente não há porque desistir, e não o farei.
Você é tudo que há em mim, e uma das poucas coisas em que realmente confio... Não deixarei isso escapar por caprichos, ou até mesmo por um momento de raiva ou incompreensão, quando são muito maiores e mais memoráveis nossos momentos de alegria e amor...
Ainda passaremos por muito meu bem, nós temos uma vida toda pela frente e estaremos vivendo juntos até quando quisermos, enquanto o amor durar e a platéia que nos segue não importar. Não precisamos nos focar no que está de fora, afinal, quando amamos tudo passa a acontecer dentro de nós. O que temos é muito melhor e mais bonito do qualquer outra coisa que podemos encontrar fora daqui... E o que a gente constrói amor, é o que vale levar pra frente.
Eu amo você (L)

Everything that I have ever been, remains on me. And you are here to prove it !

abril 12, 2010

Quando você grita, ele tampa o ouvido. Quando você fala baixo, ele chega mais perto pra escutar. Experimente. #segredodegarota

abril 08, 2010

Starting to fade away

Ela não era a mais alta, nem a mais loira dali, mas tinha um brilho especial. E ela sabia disso.

Começar como uma cópia não era aceitável. - So, I'll take the lie. - O pensamento mais obscuro tomou conta do seu senso. Aquela era a noite, e nada passaria.
Não temos segundas chances e oportunidades não nos atingem como o vento frio do outono. I know, I won't live twice.
Ele não entenderia, talvez após aquela noite e tudo que estava pra acontecer, ela morresse para ele, por escolha própria e falta de escapatória. - I don't care, I don't care, Oh my.... - O passado a cobria como um manto que protege em qualquer noite fria. Mas aquele manto não a aquecia mais, se tornara fria e inalcançável, não se importava. A imagem era parte do passado, o que as pessoas viam dela já não encomodava, afinal, nunca se guiou muito por imagens, sempre foi mais de sons, sensações e perfumes.
Estava pronta, e sabia que não estava sozinha. I won't live my girls tonight, they're all I have...

(...)

( isso é um conto, totalmente fictício)

março 18, 2010

Smells like dangerous, even better.

Liberdade, é o que pedimos. Todos os dias, toda hora, e cada minuto que surge a oportunidade. Não quero estar sozinha, apenas quero o meu espaço, será que peço demais?
Stay with me, just let me breath!

Voltei

I've been missing it!

janeiro 10, 2010

janeiro 09, 2010

Hey, YOU!




Eu sei que as pessoas são todas esburacadas, mas o que move o mundo é a busca pelo revertério.
Elas vão se preenchendo de música, de festa, de comida, de academia, de gente, porque têm fé no que chamam de amor.
Nem que seja o amor próprio.
Algo que faça brilhar os olhos, que esconda a realidade fria por alguns segundos ou mais.
E o que atrai os outros, inconscientemente, é exatamente isso: essas pessoas parecem tão repletas que despertam fascinação e vontade de estar perto.
Mesmo que não sejam repletas de verdade, mesmo que também procurem isso no mundo.

janeiro 07, 2010

Oh não ;




Necessitas daquilo que não posso ser. O que não dar, onde não posso estar.

Maldita hora em que fui me prender em conceitos. Cativar quem me prende, ás vezes quase sufoca.

janeiro 06, 2010

Vai-e-vens



Veja bem, com tanta coisa começando com o propósito de acabar acho respeitável uma amizade durar.

Olhe por essa lado, tú me faz sorrir quando quero matar, ressuscita minha inspiração a loucuras, me faz chorar com a emoção de um futuro impossível.

É a simplicidade que me encanta. Acho que foi aí que me pegou.

Eu acredito em coisas pra sempre. Mas não acho que o que tratamos de "Amor" hoje em dia não é uma das eternas.
Aumenta-se muito, sobrecarrega-se incontrolávelmente.


Acompanhe a dedução.
Bata a porta do seu vizinho e fale:
Fulano, diga-me um livro bonito. Conte-me de um filme que você achou emocionante...

Seu vizinho, típico brasileiro, tapado, comum.
A resposta, nesse caso será, qualquer, livro ou filme, triste.
Pode ser uma tragédia, várias mortes, umas doença incurável daquelas que se vai a morte lenta e dolorosamente, despedaçando-se, um amor impossível, seguido por morte, ou pior, morte da esperança, um sonho, morto, digo, matado, assassinado não me cai bem. Lembra-me um som alto, um susto, um pulo, um erro, descuido, ou até mesmo falta de coragem.
Que muitos pensam ser a sobra da mesma. Bom, pode até ser, uma sobra inútil, opressora, controladora.


Mas voltemos a minha brilhante dedução.
O triste encanta. Porque a melancolia é tão admirada ?
Responda-me, sem drama. Se a lágrima escondida escorrer, já desconsidero sua opnião.