janeiro 06, 2010

Vai-e-vens



Veja bem, com tanta coisa começando com o propósito de acabar acho respeitável uma amizade durar.

Olhe por essa lado, tú me faz sorrir quando quero matar, ressuscita minha inspiração a loucuras, me faz chorar com a emoção de um futuro impossível.

É a simplicidade que me encanta. Acho que foi aí que me pegou.

Eu acredito em coisas pra sempre. Mas não acho que o que tratamos de "Amor" hoje em dia não é uma das eternas.
Aumenta-se muito, sobrecarrega-se incontrolávelmente.


Acompanhe a dedução.
Bata a porta do seu vizinho e fale:
Fulano, diga-me um livro bonito. Conte-me de um filme que você achou emocionante...

Seu vizinho, típico brasileiro, tapado, comum.
A resposta, nesse caso será, qualquer, livro ou filme, triste.
Pode ser uma tragédia, várias mortes, umas doença incurável daquelas que se vai a morte lenta e dolorosamente, despedaçando-se, um amor impossível, seguido por morte, ou pior, morte da esperança, um sonho, morto, digo, matado, assassinado não me cai bem. Lembra-me um som alto, um susto, um pulo, um erro, descuido, ou até mesmo falta de coragem.
Que muitos pensam ser a sobra da mesma. Bom, pode até ser, uma sobra inútil, opressora, controladora.


Mas voltemos a minha brilhante dedução.
O triste encanta. Porque a melancolia é tão admirada ?
Responda-me, sem drama. Se a lágrima escondida escorrer, já desconsidero sua opnião.

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